Calculadora do Salário do Jovem Aprendiz

Ferramentas do DP e RH
Versão 2.5 — Atualizado em setembro/2026

Calculadora de Salário do Jovem Aprendiz

Apure a remuneração mensal do aprendiz horista — já com o Descanso Semanal Remunerado (DSR) incluído — conforme a CLT e o salário mínimo de 2026.

Art. 428 CLT
fundamento legal
R$ 7,37
salário-hora 2026
× 7 ÷ 6
fórmula com DSR
FGTS 2%
alíquota do aprendiz

Calculadora

Como usar: informe o salário-mínimo-hora vigente, a carga horária semanal (somando horas práticas e teóricas) e o número de dias do mês de competência. Clique em calcular para ver a memória de cálculo.
Valor nacional de 2026: R$ 7,37 (Decreto 12.797/2025). Se houver piso regional ou da categoria mais favorável, ou novo salário mínimo em vigor, informe o valor correspondente (salário mínimo mensal ÷ 220).
Informe a carga semanal prevista no contrato e no programa de aprendizagem. A jornada diária é, em regra, limitada a 6 horas, admitidas até 8 horas nas hipóteses do art. 432, §1º, da CLT.

Ferramenta para o profissional de DP/RH calcular a remuneração mensal do jovem aprendiz contratado por salário-hora. O resultado já considera o DSR e pode ser impresso ou exportado para a folha. O procedimento de cálculo do salário do aprendiz segue a metodologia oficial da Nota Técnica nº 52/COPES/DEFIT e do Manual de Aprendizagem Profissional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Como o Salário do Aprendiz é Calculado?

O salário do jovem aprendiz pode ser definido por hora ou por um valor mensal fixo. A escolha deve constar no contrato de aprendizagem e ser informada no eSocial. Em ambos os casos, a remuneração não pode ser inferior ao salário-mínimo-hora, salvo condição mais favorável (art. 428, §2º, da CLT).

Salário por hora: como o número de dias muda a cada mês, o valor varia mensalmente. Usa-se a fórmula abaixo, que já embute o Descanso Semanal Remunerado (DSR):

Salário Mensal = (Salário-hora × Horas Semanais × Nº de Semanas no Mês × 7) ÷ 6

Metodologia conforme a Nota Técnica nº 52/COPES/DEFIT e o Manual de Aprendizagem Profissional do MTE: o fator × 7 ÷ 6 incorpora o Descanso Semanal Remunerado (Lei nº 605/1949), na proporção de 1 dia de descanso para cada 6 trabalhados.

Salário mensal fixo: para pagar o mesmo valor todos os meses, deve-se usar como base o mês mais longo (31 dias, 4,4286 semanas), por ser a condição mais vantajosa ao aprendiz.

Apuração do Nº de Semanas no Mês

O "número de semanas no mês" é o fator que ajusta a fórmula à competência. Ele é obtido dividindo o total de dias do mês por 7:

Dias no MêsNº de Semanas
31 dias4,4286
30 dias4,2857
29 dias4,1429
28 dias4,0000

Exemplo 1 — jornada de segunda a sexta

Lucas é jovem aprendiz e cumpre jornada de 4h diárias na empresa e 2h de curso teórico, de segunda a sexta — total de 30 horas semanais. Em uma competência de 31 dias, com salário-hora de R$ 7,37, sua remuneração é:

• Salário base: 30 × 4,428571 × R$ 7,37 = R$ 979,16
• DSR: R$ 979,16 ÷ 6 = R$ 163,19
• Total: R$ 1.142,35 (ou, pela fórmula direta: 7,37 × 30 × 4,428571 × 7 ÷ 6)

Exemplo 2 — variação conforme o sábado e o número de dias do mês

Joana é jovem aprendiz e trabalha 4h por dia na empresa, de segunda a sábado, e faz 3h de curso teórico duas vezes por semana. A remuneração muda conforme ela trabalhe (ou não) no sábado e conforme os dias do mês:

• Hipótese I — trabalha no sábado: 4h × 6 dias + 6h de curso = 30h/semana
• Hipótese II — não trabalha no sábado: 4h × 5 dias + 6h de curso = 26h/semana

Aplicando a fórmula com salário-hora de R$ 7,37:
• Mês de 31 dias (4,428571): Hipótese I = R$ 1.142,35  |  Hipótese II = R$ 990,03
• Mês de 30 dias (4,285714): Hipótese I = R$ 1.105,50  |  Hipótese II = R$ 958,10

Nos exemplos, cada parcela (salário base e DSR) é arredondada a centavos antes da soma, como se faz na folha de pagamento. Por isso o total pode diferir em R$ 0,01 do resultado da fórmula aplicada de uma só vez.

O FGTS do aprendiz é depositado à alíquota reduzida de 2% (art. 15, §7º, da Lei 8.036/1990), e não 8% como no contrato comum. O aprendiz também faz jus a 13º salário e férias proporcionais ao período do contrato.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O aprendiz tem direito, no mínimo, ao salário-mínimo-hora, salvo condição mais favorável prevista em convenção coletiva ou contrato (art. 428, §2º, da CLT). O cálculo considera as horas práticas e teóricas da jornada.
Aplica-se a fórmula (Salário-hora × Horas Semanais × Nº de Semanas do Mês × 7) ÷ 6, que já inclui o Descanso Semanal Remunerado. O número de semanas varia conforme os dias do mês (4,4286 para meses de 31 dias, 4,2857 para 30 dias, e assim por diante).
Na fórmula do salário-hora, o fator × 7 ÷ 6 acrescenta o Descanso Semanal Remunerado ao valor das horas trabalhadas, na proporção de 1 dia de descanso para cada 6 dias úteis, conforme a Lei 605/1949.
A jornada é de no máximo 6 horas diárias, podendo chegar a 8 horas para quem concluiu o ensino fundamental, desde que nelas sejam computadas as horas teóricas (art. 432 da CLT). São vedadas a prorrogação e a compensação de jornada.
O aprendiz tem os mesmos direitos do empregado comum quanto a 13º salário e férias. Para o aprendiz estudante menor de 18 anos, as férias devem coincidir com as férias escolares (art. 136, §2º, da CLT). O Decreto 9.579/2018 determina que as férias do aprendiz coincidam, preferencialmente, com as escolares, vedado ao empregador fixar período diverso do definido no programa de aprendizagem.
O FGTS do aprendiz é depositado à alíquota reduzida de 2% sobre a remuneração, e não 8% como no contrato comum, conforme o art. 15, §7º, da Lei 8.036/1990.
Aprendizes com 18 anos ou mais que trabalhem em horário noturno têm direito ao adicional. Para menores de 18 anos, o trabalho noturno é proibido (art. 404 da CLT e ECA).
As atividades teóricas integram a jornada do aprendiz. Ausências não justificadas podem ser descontadas, com reflexo no DSR e nos feriados da semana, salvo as faltas legalmente justificadas previstas no art. 131 da CLT.
Para um valor fixo todo mês, recomenda-se usar como base o mês mais longo, de 31 dias (4,4286 semanas), por ser a condição mais vantajosa ao aprendiz. A definição deve constar no contrato e ser informada no eSocial.
Aplica-se a prescrição trabalhista do art. 11 da CLT: cinco anos durante o contrato, limitada a dois anos após a extinção do vínculo. Para o menor de 18 anos, o prazo não corre, conforme o art. 440 da CLT.

Teste seus Conhecimentos

Flashcards de Estudo

Salário

Qual deve ser o salário do aprendiz?clique para virar ↻
No mínimo o salário-mínimo-hora, salvo condição mais benéfica. Observam-se condições mais vantajosas, como piso regional ou da categoria. O cálculo considera as horas práticas e teóricas.clique para virar ↻
Como é calculado o salário do aprendiz?clique para virar ↻
Pode ser fixado por hora ou por mês, conforme o contrato. No salário-hora: (Salário-hora × horas semanais × semanas do mês × 7) ÷ 6. No mensal, o valor é fixo, recomendando-se o mês de 31 dias como base.clique para virar ↻
O aprendiz tem direito ao adicional noturno?clique para virar ↻
Sim, desde que tenha 18 anos ou mais. O trabalho noturno (22h–5h, urbano) é proibido a menores de 18 anos; o maior de 18 que trabalha à noite recebe o adicional.clique para virar ↻
Tem direito a adicionais de insalubridade e periculosidade?clique para virar ↻
Sim, desde que tenha 18 anos ou mais. Insalubridade incide sobre o salário-mínimo e periculosidade sobre o salário contratual — recebe-se o de maior valor. Menores de 18 não podem trabalhar em locais insalubres ou perigosos.clique para virar ↻
A falta ao curso teórico pode ser descontada?clique para virar ↻
Sim, se a falta não for legalmente justificada. As atividades teóricas integram a jornada; ausências não justificadas (art. 131 da CLT) podem ser descontadas, com reflexos no DSR e nos feriados.clique para virar ↻
Qual a alíquota de FGTS do aprendiz?clique para virar ↻
2% sobre a remuneração. Alíquota reduzida (art. 15, §7º, da Lei 8.036/1990), contra os 8% do contrato comum.clique para virar ↻

Jornada e Descanso

Qual deve ser a jornada diária de trabalho?clique para virar ↻
Até 6h/dia, ou até 8h/dia para quem concluiu o ensino fundamental, com teoria e prática. A de 8h só vale se mesclar teoria e prática no dia. O deslocamento entre os locais conta como jornada.clique para virar ↻
O aprendiz pode trabalhar em feriados?clique para virar ↻
Não, o trabalho em feriados é vedado ao aprendiz. Exigiria compensação com folga, o que o art. 432 da CLT não permite. A regra protege o repouso do jovem.clique para virar ↻
É necessário o controle de ponto do aprendiz?clique para virar ↻
Sim, na parte teórica e na prática. Nos estabelecimentos com mais de 20 trabalhadores, o registro de entrada e saída é obrigatório (art. 74, §2º, da CLT). A lista de presença do curso não substitui o controle formal.clique para virar ↻
A jornada de trabalho pode ser alterada?clique para virar ↻
Não, a jornada é fixa e vinculada ao curso. Alterar as horas diárias mudaria a duração total do contrato, o que é proibido para não prejudicar a formação.clique para virar ↻
O horário de trabalho pode ser alterado?clique para virar ↻
Sim, por termo aditivo e sem prejuízo ao aprendiz. Mudar o turno (ex.: manhã para tarde) é permitido com acordo formal. Diferente de alterar a carga horária, que é vedado.clique para virar ↻
Pode cumprir jornada integral durante as folgas do curso?clique para virar ↻
Sim, respeitada a jornada máxima e a previsão em contrato e calendário. No recesso teórico, pode cumprir a parte prática, sem exceder 6h diárias — jornada acima disso não pode ser só prática.clique para virar ↻

Responsabilidade Técnica

Foto de Gilberto Braga, advogado especializado em Direito do Trabalho, fundador do CALTRAB

Gilberto Braga — OAB/PR 111.943

Advogado especializado em Direito do Trabalho, com mais de 30 anos de experiência em auditoria, compliance e consultoria para empregadores, trabalhadores e sindicatos. Fundador e administrador do CALTRAB, responsável pela metodologia de cálculo das ferramentas do site.

Foto de Flávia Braga, advogada trabalhista e previdenciarista, revisora jurídica do CALTRAB

Flávia Braga — OAB/PR 74.320

Mestre em Direito, Justiça e Desenvolvimento pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), advogada com atuação em Direito do Trabalho e Direito Previdenciário. Revisora jurídica do CALTRAB.

As informações têm fins educativos e informativos. Para análise do seu caso concreto, consulte um profissional habilitado. Dúvidas ou sugestões: contato@caltrab.com · Atualizado em setembro/2026.

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