Calculadora de Pensão Vitalícia — Valor Presente
Apure o valor presente das parcelas vincendas consideradas na conversão da pensão em parcela única, com definição manual ou assistida do número de parcelas, consulta IBGE integrada e cronograma de amortização.
Cálculo do Valor Presente
Definição da quantidade de parcelas (n)
Fonte: IBGE, Tábua Completa de Mortalidade. Conforme o Tema 155 do TST, na conversão da pensão em parcela única deve ser utilizada a tábua vigente no início do pensionamento, de acordo com o sexo da vítima, para fixação do termo final e da expectativa de sobrevida. A consulta integrada contém as edições 2023 e 2024. Para pensionamento iniciado em outro ano ou quando o título já fixar a quantidade de parcelas, utilize o modo manual.
Atenção: a consulta IBGE fornece o horizonte de sobrevida em meses. O valor presente deve incidir apenas sobre parcelas vincendas. Se já houver parcelas vencidas na data de referência do cálculo, selecione o modo manual e informe em n somente a quantidade de parcelas futuras remanescentes.
Modo manual: informe diretamente em n o número de parcelas vincendas definido pelo título executivo, pela decisão aplicável ou pela apuração do caso concreto. Este modo também deve ser utilizado quando a edição da Tábua IBGE do início do pensionamento não estiver integrada à ferramenta.
Cronograma de Amortização
—| Período | Saldo Inicial | Juros | Amortização | Pagamento | Saldo Final |
|---|
Comparativo de Métodos de Cálculo
Como o mesmo pensionamento resulta em valores diferentes conforme o método adotado.
Esta ferramenta apura o valor presente das parcelas vincendas de pensão por incapacidade laboral quando se adota a conversão em parcela única. O número de parcelas pode ser informado manualmente, como na metodologia financeira tradicional, ou preenchido de forma assistida pelas Tábuas IBGE integradas. Parcelas já vencidas não integram o deságio financeiro e devem ser tratadas separadamente conforme o título executivo.
Metodologia do valor presente e exemplo de cálculo
A conversão da pensão mensal em cota única exige trazer as prestações futuras a valor presente. A metodologia do valor presente, utilizada pela calculadora do TRT da 24ª Região e encontrada em precedentes judiciais, utiliza três variáveis fundamentais:
- (a) valor da pensão mensal definido no caso concreto, normalmente relacionado à remuneração-base e ao grau de redução da capacidade laborativa reconhecido no título executivo;
- (b) quantidade de parcelas vincendas consideradas no fluxo futuro; quando a conversão é projetada desde o início do pensionamento, o horizonte pode ser obtido pela Tábua Completa de Mortalidade do IBGE aplicável nos termos do Tema 155 do TST; e
- (c) taxa de desconto financeiro, sendo 0,5% ao mês um parâmetro utilizado em precedentes relevantes, sem natureza de taxa legal ou critério vinculante.
Utiliza-se a fórmula da anuidade postecipada:
VP = V × [((1+i)^n − 1) / ((1+i)^n × i)]
Exemplo prático: trabalhador com 45 anos no início do pensionamento, pensão mensal de R$ 781,19, sobrevida de 32,9 anos (395 meses) e taxa de 0,5% a.m. Substituindo:
VP = 781,19 × [((1,005)^395 − 1) / ((1,005)^395 × 0,005)]
VP = 781,19 × 172,1108
VP = R$ 134.451,26
Esse montante representa o capital que, investido a 0,5% ao mês, permitiria retiradas mensais de R$ 781,19 pelos 395 meses. Como, neste exemplo, não há parcelas vencidas, esse valor corresponde ao pensionamento futuro convertido em parcela única, considerados exclusivamente os parâmetros informados.
Nota: para fins didáticos, considerando trabalhador do sexo masculino com 45 anos no início do pensionamento e a Tábua IBGE 2023, a expectativa de sobrevida publicada é de 32,9 anos, equivalente a aproximadamente 395 meses. Se o cálculo do valor presente ocorrer depois do início do pensionamento e já existirem parcelas vencidas, o parâmetro n deve representar apenas as parcelas vincendas remanescentes.
Roteiro de cálculo passo a passo
- Defina o marco inicial do pensionamento. É a data fixada no título executivo ou na decisão que indica qual edição da Tábua Completa de Mortalidade do IBGE se aplica, nos termos do Tema 155 do TST.
- Apure a idade da vítima (em anos completos) nessa data e localize a expectativa de sobrevida na coluna do sexo correspondente — Homens ou Mulheres, nunca a coluna "ambos os sexos", salvo determinação expressa. O valor da tábua é a sobrevida a partir daquela idade, e não a expectativa de vida ao nascer.
- Converta a sobrevida em meses: multiplique a expectativa (em anos) por 12. Havendo fração, observe o critério de arredondamento do título ou justifique tecnicamente a adoção de meses inteiros ou de fração mensal.
- Determine a pensão mensal-base: multiplique a remuneração-base reconhecida judicialmente pelo percentual de incapacidade ou de redução da capacidade fixado no título. É esse valor mensal que se informa na calculadora.
- Some as parcelas vincendas a valor presente com a fórmula acima, aplicando a taxa definida no título ou na decisão. As parcelas já vencidas não entram no deságio e seguem seu próprio regime de correção monetária e juros de mora.
Base Legal e Fontes Oficiais
Legislação
- Art. 944 do Código Civil — reparação integral (medida do dano)
- Art. 950 e parágrafo único do Código Civil — pensão por incapacidade e pagamento em cota única
Jurisprudência
- Tema 77 dos Recursos Repetitivos do TST — forma de pagamento da indenização do art. 950 do CC (parcela única ou pensão mensal vitalícia), definida pelo juiz de modo fundamentado (julgado em 24/03/2025)
- Tema 155 dos Recursos Repetitivos do TST — na conversão em parcela única, termo final pela Tábua IBGE vigente no início do pensionamento, conforme o sexo da vítima
- Tema 38 do TST (afetado) — discute se deve haver redutor na conversão da pensão vitalícia em parcela única; sem tese firmada até a atualização desta versão
- Jurisprudência do TST — precedentes sobre valor presente e critérios de conversão em cota única
Atos e dados oficiais
- IBGE — Tábuas Completas de Mortalidade — expectativa de sobrevida por idade e sexo
Perguntas Frequentes
É o cálculo que converte as prestações mensais futuras da pensão em um valor único atual. Em vez de somar todas as parcelas futuras, o método considera que a antecipação integral do pagamento produz efeito financeiro e, por isso, traz essas parcelas a valor presente. A metodologia é utilizada em precedentes por permitir explicitar o efeito financeiro da antecipação, sem constituir critério legal obrigatório.
A taxa de 0,5% ao mês aparece em precedentes relevantes que utilizam a metodologia do valor presente, mas não é taxa legal nem critério vinculante. Deve prevalecer o parâmetro fixado no título executivo ou pela decisão judicial. A própria necessidade de aplicação de redutor na conversão da pensão em parcela única é objeto do Tema 38 do TST, atualmente afetado e sem tese firmada.
A calculadora oferece dois modos. No modo assistido, consulta a Tábua Completa de Mortalidade do IBGE integrada, conforme o sexo e a idade da vítima no início do pensionamento, e converte a expectativa de sobrevida em meses. No modo manual, o usuário informa diretamente a quantidade de parcelas vincendas. Conforme o Tema 155 do TST, na conversão em parcela única o termo final deve ser fixado pela tábua do IBGE do início do pensionamento e pelo sexo da vítima. Se já existirem parcelas vencidas, informe em n somente as parcelas futuras remanescentes.
O redutor do valor presente incide apenas sobre as parcelas vincendas, isto é, aquelas que ainda seriam pagas no futuro. As parcelas já vencidas não sofrem deságio atuarial, porque não representam antecipação de fluxo futuro: elas já eram exigíveis e seguem seu regime próprio de atualização (correção monetária e juros de mora).
A possibilidade de converter a pensão mensal em parcela única está prevista no parágrafo único do art. 950 do Código Civil e é amplamente aceita na jurisprudência. O que gera variações caso a caso são os parâmetros concretos: percentual de deságio, taxa de desconto e marco temporal das parcelas vincendas. Conforme o Tema 77 dos Recursos Repetitivos do TST, a escolha entre parcela única e pensão mensal vitalícia não configura direito subjetivo da parte: cabe ao magistrado definir a forma de pagamento de modo fundamentado, à luz das circunstâncias do caso concreto.
O redutor percentual fixo aplica uma redução linear definida para o caso concreto. Já a fórmula do valor presente trabalha com valor mensal, taxa de desconto e quantidade de parcelas futuras, explicitando financeiramente o efeito da antecipação. A jurisprudência apresenta soluções distintas, e o Tema 38 do TST, ainda sem tese firmada, discute a própria necessidade de redutor na conversão em parcela única.
O art. 950 do Código Civil contempla tanto a perda total da capacidade para o trabalho quanto a depreciação parcial da capacidade laborativa. A calculadora admite pensionamento integral ou proporcional ao grau de incapacidade reconhecido no caso concreto — basta informar no campo do valor da pensão o montante já ajustado ao percentual de incapacidade.
A reparação integral, prevista no art. 944 do Código Civil, busca recompor o dano na medida exata, evitando tanto a subindenização quanto o enriquecimento sem causa. Na pensão vitalícia em cota única, isso significa calibrar o valor para que não fique aquém do prejuízo nem se transforme em vantagem exagerada. A fórmula do valor presente, ao trabalhar com variáveis objetivas, serve a esse equilíbrio.
O valor presente deve alcançar apenas prestações futuras. Há precedentes que adotam como referência a data do efetivo pagamento ou da liberação do crédito para separar vencidas e vincendas, mas o marco concreto depende do título executivo e da decisão aplicável. Por isso, quando já houver parcelas vencidas, informe em n somente a quantidade de parcelas que permanecem vincendas.
O Código Civil não estabelece percentual obrigatório de redutor. A jurisprudência apresenta critérios distintos, inclusive percentuais fixos e metodologia de valor presente. A necessidade de aplicação de redutor na conversão em parcela única é objeto do Tema 38 do TST, atualmente afetado e sem tese firmada, devendo ser observado o título executivo e a decisão judicial do caso concreto.
O Tema 155 veda que o julgador fixe, de ofício, um limite temporal baseado em idade — por exemplo, 65, 70 ou 75 anos — para a pensão mensal decorrente de incapacidade: ela deve perdurar enquanto durar a incapacidade ou a redução da capacidade para o trabalho. A expectativa de sobrevida da Tábua do IBGE funciona como termo final apenas em uma hipótese específica: quando a pensão é convertida em parcela única, sempre pela tábua vigente no início do pensionamento e conforme o sexo da vítima.
Depende do que o título executivo determinar. Além do valor mensal-base, a conta de liquidação pode contemplar 13º salário — que eleva o número de prestações no ano —, reajustes, juros de mora, correção monetária e eventual redutor. A calculadora trabalha com o valor mensal e a quantidade de parcelas que você informar; por isso, antes de calcular, verifique no comando exequendo quais desses itens integram a base e ajuste o valor mensal ou o número de parcelas ao caso concreto.
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Responsabilidade técnica

Advogado especializado em Direito do Trabalho, com mais de 30 anos de experiência em auditoria, compliance e consultoria para empregadores, trabalhadores e sindicatos. Fundador e administrador do CALTRAB.

Mestre em Direito, Justiça e Desenvolvimento pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), advogada com atuação em Direito do Trabalho e Direito Previdenciário. Revisora jurídica do CALTRAB.
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